Esta semana comemorou-se o Reveillon por aqui. Sim, esta semana (!), na madrugada de 23 a 24 de Junho. Na verdade o que se comemorou foi a entrada do Verão, que a igreja católica na Idade Média transvestiu de Festa de São João. Mas da festa junina como a conhecemos, só fica mesmo as bandeirinhas e a fogueira.
Nesta "Nit Magica", como se diz em català, a queima de fogos parece interminável. Começa à meia-noite, após a contagem regressiva, com fogos coloridos que enfeitam as praias e o centro da cidade, e se estende noite adentro. Crianças de todas as idades passam a noite mais curta do ano estourando um rojão atrás do outro. Sim, eu disse "de todas as idades" mesmo! Antes mesmo de aprenderem que essas coisas se soltam para cima, já vemos gentinhas de uns 4 anos de idade acendendo pavios. E consequentemente, sirenes de ambulâncias e bombeiros participam harmoniosamente da sonoplastia da festa.

Desculpem o mau-humor, mas nao há espírito festivo que sobreviva após ter levado uns "teco" de rojão na perna, como eu levei, ainda mais quando dizem qua a culpa foi minha, que não deveria ter saído de saia. A verdade é que é um espetáculo de luz muito bonito, ainda que a 0:30 a gente já começa a enjoar do barulho que nao cessa antes das 2h da manhã.
Mas a semelhança com o Reveillon não para nos fogos e na contagem regressiva! Também se bebe champagne, acompanhado de um doce especial para a data: a Coca de Saint Joan.

A fogueira, que simboliza o "triunfo do Sol sobre as trevas" marcado pelo solstício, fica queimando a noite toda, e não faltam superticiosos que queimam na fogueira o que gostaria de esquecer o superar, ou otimistas que deixam os planos para começar depois do San Juan, quando a energia está renovada.
Isso nos leva a refletir sobre o valor das nossas comemorações: é o clima que define tudo! Aqui na Europa muito mais, porque aqui as estações são extremas. Mas no Brasil, que segue a cultura européia herdada pela colonização, isso também se nota. Como estamos no verão, a nossa última noite do ano é vista por uma perspectiva positiva: "Ano Novo". Remete a um ano inteirinho, renovado, cheio de possibilidades. O 31/12 daqui, gelado e escuro, em que o sol nasce às 9h e se põe às 16h, limita-se a ser chamado de "Noche Vieja", e é uma ocasião bem bestinha, marcada somente por um jantar com a família, sem nada de muito especial.
Mas nós mesmos, pra ser bem sinceros, não entramos muito no clima de festa. Um reveillon longe das pessoas queridas já nos teria bastado, não precisávamos de dois. E a verdade é que hoje só existem duas coisas que temos em mente: a) que chegamos no Brasil dia 04/09, à 0h45 no vôo da G3 8637 que vem de Buenos Aires, onde estaremos passeando e b) que faremos de despedida um mochilão de alguns dias pelo leste europeu, passando por Heidelberg, Rothenburg e Nürnberg, na Alemanha, e também por Praga, na República Tcheca, de onde tomamos o vôo de volta pra BCN.

Nesta "Nit Magica", como se diz em català, a queima de fogos parece interminável. Começa à meia-noite, após a contagem regressiva, com fogos coloridos que enfeitam as praias e o centro da cidade, e se estende noite adentro. Crianças de todas as idades passam a noite mais curta do ano estourando um rojão atrás do outro. Sim, eu disse "de todas as idades" mesmo! Antes mesmo de aprenderem que essas coisas se soltam para cima, já vemos gentinhas de uns 4 anos de idade acendendo pavios. E consequentemente, sirenes de ambulâncias e bombeiros participam harmoniosamente da sonoplastia da festa.

Desculpem o mau-humor, mas nao há espírito festivo que sobreviva após ter levado uns "teco" de rojão na perna, como eu levei, ainda mais quando dizem qua a culpa foi minha, que não deveria ter saído de saia. A verdade é que é um espetáculo de luz muito bonito, ainda que a 0:30 a gente já começa a enjoar do barulho que nao cessa antes das 2h da manhã.
Mas a semelhança com o Reveillon não para nos fogos e na contagem regressiva! Também se bebe champagne, acompanhado de um doce especial para a data: a Coca de Saint Joan.
A fogueira, que simboliza o "triunfo do Sol sobre as trevas" marcado pelo solstício, fica queimando a noite toda, e não faltam superticiosos que queimam na fogueira o que gostaria de esquecer o superar, ou otimistas que deixam os planos para começar depois do San Juan, quando a energia está renovada.
Isso nos leva a refletir sobre o valor das nossas comemorações: é o clima que define tudo! Aqui na Europa muito mais, porque aqui as estações são extremas. Mas no Brasil, que segue a cultura européia herdada pela colonização, isso também se nota. Como estamos no verão, a nossa última noite do ano é vista por uma perspectiva positiva: "Ano Novo". Remete a um ano inteirinho, renovado, cheio de possibilidades. O 31/12 daqui, gelado e escuro, em que o sol nasce às 9h e se põe às 16h, limita-se a ser chamado de "Noche Vieja", e é uma ocasião bem bestinha, marcada somente por um jantar com a família, sem nada de muito especial.
Mas nós mesmos, pra ser bem sinceros, não entramos muito no clima de festa. Um reveillon longe das pessoas queridas já nos teria bastado, não precisávamos de dois. E a verdade é que hoje só existem duas coisas que temos em mente: a) que chegamos no Brasil dia 04/09, à 0h45 no vôo da G3 8637 que vem de Buenos Aires, onde estaremos passeando e b) que faremos de despedida um mochilão de alguns dias pelo leste europeu, passando por Heidelberg, Rothenburg e Nürnberg, na Alemanha, e também por Praga, na República Tcheca, de onde tomamos o vôo de volta pra BCN.

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