É isso mesmo. No final-de-semana passado fomos, finalmente, à praia e eu me rendi ao topless, convencida pela maioria esmagadora de moças de família que faziam o mesmo. Aliás, não só as moças, como também até as senhoras ali presente. Acreditem ou não, tinha gente até completamente pelada, bem ali, numa praia urbana há 15min. à pé da minha casa. O Dey ficou meio constrangido em tirar a roupa, e, vendo aquele monte de moças desnudas, sentiu um misto de alegria em contemplar a mulher alheia e chateação em dividir a intimidade da mulher dele. Mas é claro que ele, como gentleman que é, jamais vai admitir isso.
Enfim.... isso é uma das coisas que ilustra bem um pouco da contradição espanhola. Por um lado, vemos pessoas nuas na praia, maconha liberada, casinos de luxo, casamento entre homossexuais reconhecido por lei, gays por toda parte e moças indo pra balada com vestidinhos que mostram simultaneamente a dobra das nádegas e o contorno inferior dos seios. Por outro lado, a Espanha sempre foi e continua sendo um país muito católico. Eles até tentam acompanhar o ritmo da Europa continental, mas por aqui ainda vira-e-mexe se encontra senhoras rezando o terço no metrô e reportagem no jornal das oito crucificando a falta de moral nos costumes de hoje em dia.
Acredito que boa parte deste moralismo todo seja por causa da idade avançada da população por aqui. Tem muito velho, muito mesmo. Observando nas ruas, a qualquer hora do dia e em qualquer lugar, observamos pelo menos 50% de cabeças-brancas caminhando. Se pegamos o bairro onde eu moro, então, a coisa fica ainda pior: há pelo menos 80% de veteranos que caminham alegremente pelas ruazinhas. Alegremente mesmo! Aqui a maioria é deles, eles já cumpriram a missão deles na vida, usufruem de um plano de previdência que funciona e agora é só curtição. De vagarzinho, de bengala, de muleta ou mesmo de andador, ficam na rua conversando com os amigos o dia inteiro. Outro dia paramos à tarde para tomar um vinho e comer um bocadillo (i.e., um lanchinho rápido) e ficamos ao lado de uma mesa com dez velhinhos que conversavam às gargalhadas enquanto tomavam café gelado. Falavam besteira, ficavam enrubescidos e riam como se tivessem quinze anos! E outro dia ainda, voltando da praia, vimos uma festinha de bairro com uma banda tocando versões instrumentais animadíssimas da trilha sonora do filme "Mary Poppins", enquanto muita gente vivida e ainda mais vivida dançava em animadamente em rodas, tomando a praça toda. Foi um dos momentos mais charmosos que eu vi na vida! Queria ser Monet pra retratar aquela cena! Mas estar com a câmera já ajudou em alguma coisa...
É interessante viver no meio deles. Dá a sensação que a vida tem um sentido maior do que crescer e envelhecer no Brasil, em meio a idosos que fazem pouco além de esperar na fila do INPS (não sei se ainda existe isso, mas alguns ainda chamam assim! rs). O Brasil é orientado para a juventude, sempre foi. É um "país do futuro", e, ainda que este futuro nunca tenha chegado desde os tempos da então recém-proclamada república, sempre apostamos todas as fichas nas pessoas ainda em fase de formação. Daí então, vemos que o sistema educacional não funciona, que a estruturação familiar é falha, que os problemas sociais deixam seqüelas permanentes, e então damos aquela geração por perdida e apostamos as fichas na geração seguinte...
Isso significa que em partes é verdade aquela coisa de que a Espanha é um país de velhos e que precisa urgente de renovação. Eu disse "em partes" porque o governo já tomou medidas significativas para remediar a situação: cada casal recebe 3000€ para cada filho que nasce, além de uma mesada que, por enquanto, nem me interessa saber de quanto é. Essa medida já está dando resultados. Hoje em dia, pelo menos aqui em Barcelona, as crianças pequenas, de até uns 3-4 anos, competem em número com os idosos, e na maior parte são filhos de imigrantes.
Imigrante é outra coisa que vemos às dúzias. Existem lojinhas de produtos latinos na mesma proporção e semelhança do que existem as "Casas do Norte" em São Paulo. Ou seja, tudo o que precisamos comprar é facilmente encontrado aqui, e não é por vontade de tomar Guaraná Antarctica que a gente volta. Ontem mesmo eu comi pão-de-queijo no café da manhã, feito com a mistura da Yoki que eu comprei por caríssimos 2,30€. Só não ficou melhor porque o Dey estava atrasado pra ir numa entrevista de emprego e eu tirei do forno um pouquinho antes da hora...
Realmente não é à toa que só na comunidade de "Brazucas em Barcelona" exista mais de 8600 pessoas. Com exceção de moradia, a qualidade de vida é excelente e existem dezenas de auxílios do governo, até para quem não é espanhol, desde que esteja em situação legal. Há o seguro-desemprego, há um auxilio para jovens de até 30 anos que precisam aluguel (210€ mensais mais 700€ de auxílio para o depósito, que o Dey vai requerer assim que começar a trabalhar), dezenas de cursos gratuitos de informática, idiomas e profissionalizantes, saúde pública de primeira linha (o "postinho" de saúde daqui é melhor que os hospitais que me atendiam pelo Bradesco Saúde, e, contam com atendimento personalizado, todas as especialidades incluindo dentista, exames hi-tech, etc ), na escola pública as crianças de 4 anos já sabem escrever e contar e os pais pagam somente as taxas referente ao lanche e às excursões, e por aí vai.
Mas eu disse que viver aqui é bom, "com exceção da moradia", lembram? Aqui em Barcelona o espaço é concorrido, e por conseqüência as viviendas são apertadas, caras e concorridas nas imobiliárias, que cobram do locatário um valor caríssimo pelo serviço. Não são nada raras as histórias de pessoas que se divorciam e voltam a morar com os pais. Eu e o Dey conseguimos alugar um apartamento em um prédio da década de 40 (vide foto abaixo), que deve ter não mais que 45m2 e só tem janelas que dão para um vão interno por 595€ + uma taxinhazinha de condomínio + seguro + depósito inicial de 4380€. Geralmente os apartamentos se alugam mobiliados, mas este, no caso, está vazio, e a pintura também é por nossa conta.
Sem contar que os apartamentos europeus tem uma distribuição de espaço que nos é deveras esquisita. A sala deve ter 3 x 4m, assim como o quarto, mas a cozinha não mede mais que infames 2 x 1,5m. E a lavanderia? Bem... esta fica dentro do quarto (!), mas antes que se reclame, saibam que não é costume dos apartamentos europeus dispor de lavanderia, e que este só a tem porque está localizado no entresuelo (i.e., térreo) e aproveita um espaço de chão que serve para as janelas dos andares superiores, que precisam colocar a máquina de lavar dentro da cozinha (!!!).
O nosso banheiro é dividido em um lavabo, com pia e privada, ao lado da sala e, dentro do quarto, outro banheiro que só tem a pia e o box, sem privada. Além disso, apesar da ducha ser ótima, o banheiro segue a tradição local de não contar com box de vidro, mas uma cortininha plástica que enche o saco. E para tomar banho, entramos em uma espécie de "banheirinha", que, por suposição nossa, deve ser para o conhecido costume europeu de economizar água. O Andrey até tentou por uns dias utilizar-se dela, mas eu confesso que nem tentei. Atualmente, tomamos banho na ducha na academia em que nos matriculamos, depois de uma meia horinha de sauna, às vezes seca e às vezes à vapor. (Reparem nos pelos falhados do Dey, que ainda não terminaram de crescer desde que zoaram com ele na despedida de solteiro... hahahaha)
Assim que chegamos, tinha uns móveis aqui que eram da minha amiga Dani, que se mudou para um apartamento maior há uns dias mas deixou os móveis dela neste apartamento pelos dias que ela esteve aí no Brasil visitando a família. Agora que ela voltou, estamos apenas com os armários da cozinha, que incluem o fogão (que são do apartamento), a geladeira e a máquina de lavar (que vamos comprar da Dani, porque o apartamento dela já veio mobiliado), a cama que está emprestada até comprarmos a nossa, e, na sala, um colchão inflável e uma mesinha de centro.
Mas ainda que o apartamento seja velho, pequeno e caro, estamos adorando viver aqui! O bairro é ótimo. É uma vilinha bastante residencial, que já não é considerada centro da cidade e que está fora da rota de turistas. A menos de 100m da nossa casa tem uma estação de metrô, que está a umas 4 estações do centrão e que abrange duas linhas metropolitanas e a estação de trem que vai para toda a Espanha. Andando menos que três quadras encontramos pelo menos meia dúzia de padarias, que vendem somente pães, mas de dezenas de tipos diferentes. No mesmo raio, encontramos algumas quitandas, mercearias e o supermercado Dia. A sensação do bairro é o mercado municipal: Mercat del Clot. É ele que dá nome à minha rua, à estação de metrô e até mesmo ao bairro, mas eu evito comprar lá porque achei os preço um pouco salgados. A foto abaixo mostra a minha rua. Reparou que está tudo fechado? Pois é. Era 14:30 de uma terça feira e todo mundo estava fazendo a siesta...
Mas o que eu gosto mesmo é de andar 3 quarteirões e estar em um shopping center enorme, com praça de alimentação, C&A, Carrefour, Correos e a Fitness First, a academia que estamos frequentando. O shopping fica na Av. Diagonal, a avenida moderninha que corta a cidade de ponta a ponta (em diagonal, como o nome sugere... hehehe). Colado ao shopping tem uma praça com um edifício comercial que é um dos cartões portais da cidade, porque, além de ser o prédio mais alto que eu vi por aqui, ele ainda se acende com luzes multicoloridas e fica lindo à noite. Tudo isso pertíssimo de casa!
Sobre a nossa mobília, só não a compramos ainda porque foi somente ontem que resolvemos a stuação com o apartamento. Os móveis aqui são baratos. Com 1500€ a gente consegue comprar todos os móveis, utensílios de cozinha e eletrodomésticos (alguns usados) que precisamos. O dinheiro que ganhamos de presente de casamento, no fim das contas, vai dar pra mobiliar a casa inteirinha. Vamos comprar tudo na Ikea, uma loja bem ao estilo Tok-Stok que tem móveis simples e bonitos.Mas não são só os móveis que são baratos por aqui. Obviamente existem aqui grifes caríssimas e lojinhas mais amigáveis, mas no geral, aqui qualidade de tudo é superior, e eu estou sempre procurando preços mais em conta. A alimentação é o que eu achei de mais barato. O Carrefour aqui também é um pouco mais caro, o Dia é bem baratinho e tem ainda um supermercado alemão, o Lidl, que é uma infâmia de tão barato. Encontramos um pacote com 30 bolinhos de bacalhau fresco por 0,89€, 400g de queijo gouda fatiado por 2€, vinhos deliciosos por 2€ (tem até de 0,50€ o litro, mas estes são ruins, apesar de ser ainda melhor do que o Chapinha... rs), camarão grande, limpo e congelado por 6€ / kg e assim vai. Queijos Gouda, Camembert, Brie, Ementhal, etc têm o mesmo preço da Mozzarela. Camarão é um pouquinho só mais caro que o kg do filet de frango, que sai cerca de 4,5€. O kg do lombo de porco não sai mais que 5,5€. Encontramos até um vidrinho de caviar por 2€. Mas se a vontade for de comer carne, meu amigo, saiba que o kilo da carne de segunda não sai menos que 8€, e para se comer um modesto contra-filé não se desembolsa menos de 14€ por cada kilo. Frutas também são baratas. Uma bandeja com 1,5kg da uva moscatel mais doce que eu comi na vida saiu por 1,60€ e com 2€ se compra um kilo de ameixas pretas maduríssimas e grandes como uma maçã. Por outro lado, a goiaba brasileira, dura e verde como um limão, dessas que vão estragar antes mesmo de amadurecer, não sai por menos de 6€ o kilo.
Bens de consumo são baratos também. Com 10€ consegue-se encontrar uma blusa de frio bonita e quentinha, por exemplo. Para se ter uma idéia, fomos ao Carrefour procurar o cabo que ligaria o notebook na televisão e vimos que pelo preço do cabo sairia mais em conta comprar um aparelho de DVD, já que um da Philips estava 30€ para quem estivesse disposto a levar o mostruário.
Os cosméticos são bem baratos também. Custa 5€ a máscara de hidratação da Schwarzkopf que eu não tinha coragem de comprar no Brasil por R$ 40. E além do mais, comprando 2 produtos da mesma linha, o terceiro é grátis. (As promoções do tipo 3x2 são febre por aqui!)
Por outro lado, hidratação da pele e dos cabelos não é um luxo, é uma ne-ces-si-da-de! A água de que dispomos aqui neste cantinho da Espanha tem uma concentração muito alta de cal (conhecido no mundo da química como "água dura") e isso traz diversos inconvenientes. O primeiro deles é que essa água dura parece ressecar tudo! Eu que nunca usei hidratantes, agora se eu não uso tenho a sensação que a pele fica repuxando toda. Meu cabelo só não está pior graças aos cremes de hidratação (por outro lado, a minha pele nunca esteve tão linda. Adeus espinhas!). A roupa, mesmo com dose extra de amaciante, fica mais áspera do que quando se lavava sem amaciante no Brasil. Agora finalmente eu entendo porque as famosas preferem lavar o cabelo com água mineral importada...
E ainda por cima a cal reduz a potencialização de detergentes. A gente precisa do dobro de sabão em pó, o dobro de shampoo, o dobro de detergente de louça... E precisamos ainda comprar um produto antical a base de ácido fosfórico para limpar as encrustações que se formam no chuveiro, na torneira, na máquina de lavar e por onde quer que a água passe.
A água da torneira, apesar de potável, não dá pra beber porque tem um gosto horrível, como se alguém tivesse colocado bicarbonato de sódio nela. Mesmo água mineral compradas no mercado em garrafinhas só são tragáveis se a fonte for de uma região distante, e mesmo assim não são gostosas como a água que eu conhecia. Barcelona tem um monte de biquinhas medievais como esta da foto abaixo, mas infelizmente a gente só recorre a ela em último caso.
Ao fundo da foto vemos uma das agências do banco em que abrimos conta, "la Caixa". É o maior banco da Cataluña. Tem uma agência de frente pra minha porta, tem mais essa aí, virando a esquina, e outras milhares pela cidadezinha que só tem 99km2. Não se anda mais de duas quadras sem achar uma agência. E para abrir a conta, a gerente pediu o DNI ou passaporte e só. Perguntou informalmente o endereço e o telefone e ainda pediu desculpas pela burocracia. Ainda fomos aconselhados a abrir a conta no nome do Dey, que era espanhol, assim a manutenção mensal da conta sairia apenas 0,90€. Se abríssemos no meu nome, por eu ser estrangeira, sairia, segundo a gerente, muito mais caro, e eu teria que pagar exorbitantes 2,30€ a cada mês.
A relação com o banco é amigável. Não existe boleto. Aqui, os serviços que emitiriam boleto são debitados diretamente da conta corrente. E se vc compra alguma coisa pela internet, paga por reembolso postal. E os juros são mais honestos também. Aqui com 5700€ se compra um carrão, como este Audi A3 ano 2005 anunciado. Conseguiríamos financiar este carro com cerca de 300€ / mês quitando o financiamento em apenas 2 anos. Não é à toa que vemos Audi, BMW e Mercedes andando nas ruas como se fossem modelos populares. Este aí embaixo estava parado na porta de casa:
Mas não sentimos falta de um carro por enquanto. Tudo o que precisamos está bem próximo e o transporte público funciona muito bem, inclusive pra voltar da balada de madrugada. Para ilustrar o que eu digo, informo que o Sr. Ignacio Zaragoza, proprietário do prédio inteiro em que eu moro (que eu estimo que custe pelo menos uns 2.000.000€) e também proprietário da imobiliária que está tramitando o contrato, veio nos visita de metrô. A única coisa que eu acho péssimo é que os túneis são pequenos e extremamente abafados, mas também, o que se poderia esperar de um metrô inaugurado em 1924? Ao menos os trens são moderninhos e têm ar-condicionado, e as 148 estações abrangem a cidade inteirinha.
Resumindo: temos problemas, é claro, mas estamos adorando viver por aqui. O povo é muito simpático e muito educado, além da cidade ser linda e funcionar bem. Não passei por nenhuma situação de preconceito ou constrangimento por ser brasileira. Por outro lado, fico feliz de ter vindo casada. Além de por aqui só haver idosos, crianças pequenas e imigrantes de tudo quanto é lugar (muitos latinos, mas também muitos africanos, orientais e asiáticos, com quem a integração social é sempre mais complicada). Ou seja, se viéssemos solteiros, nosso "escopo de interesse" seria pequeno. E além do mais os espanhóis (e espanholas) dessa região não se encaixam muito no nosso padrão de beleza, em partes porque não nos acostumamos ainda com a moda por aqui, onde a febre do momento é usar calças que são largas na coxa e apertadas nos tornozelos; sapatilhas de corda e tecido cru, que devem ser confortabilíssimas mas detonam o glamour de qualquer chica, e, o pior: o corte unissex do momento é usar os cabelos curtos na frente e compridos atrás, o clássico corte mullets que foi sensação nos anos 80 e que aqui acompanham uma frajinha de 2cm que o povo insiste em pentear para baixo. Um horror!
Além disso, eita povo desinformado! Ninguém sabe nome de rua, ninguém sabe chegar em lugar nenhum, ninguém sabe informações sobre processos ou documentos. Acho que o amparo do governo os deixa preguiçosos. No Brasil a gente simplesmente TEM que saber as coisas. As dificuldades nos deixam mais espertos...
Mas o que eu gosto é que aqui a gente é muito festeira e absolutamente patriota. Dia 11 de setembro se comemorou o Dia Nacional da Cataluña, onde a região relembra o passado histórico de independência. Ainda há um punhado de anarquistas separatistas que defendem a utopia de uma Cataluña livre do resto da Espanha e sairam pixando a cidade com frases de efeito como "Això no és espanya" ("Isso não é Espanha", em catalão), mas naturalmente a prefeitura limpou as pixações no dia seguinte. Na semana do feriado se viam várias bandeirinhas da Catanuña nas janelas.
E também já tenho uma data pra começar a trabalhar: 20 de outubro. Sim, daqui a um mês! Quase morri do coração, pois sei que é uma vaga de urgência e não pode esperar até que os documentos da bonitona aqui fiquem prontos, mas graças a Deus meu futuro chefe deixou uma estagiária segurando as pontas até que saia a minha permissão de residência, em 17/11. Até lá, vou cuidando de pintar o apartamento e deixá-los bonitinho para quando vocês vierem nos ver!
Esta semana fizemos um mês de casado e eu ganhei de presente um lindíssimo vaso de flores! A minha idéia era recompensar meu amado marido com um jantar especial, mas teve um curto-circuito no fogão elétrico e eu male-male pude cozinhar no microondas (presente da Tati e do Zé) uns empanados de filet de peixe que deveriam ser fritos. Por pouco não tivemos um jantar à luz de velas forçado. Mas já está tudo resolvido.
Por enquanto, é isso que tinhamos pra contar. Desculpem a demora para escrever, mas apesar de não estarmos trabalhando, todo dia temos um documento pra resolver em algum lugar, e como ainda estamos nos habituando com a cidade, cada ida à prefeitura se transforma em um verdadeiro tour, ainda que o atendimento não tome mais que cinco minutos. Pretendo que as próximas notícias sejam mais freqüentes (e significativamente mais curtas).
E por hoje encerro com uma curiosidade: você sabia que o pirulito foi inventado aqui em Barcelona? As primeiras versões eram do modelo redondinho, ainda o mais polular, e a empresa que o lançou no mercado foi a Chupa Chups, também presente no Brasil. E quer saber mais? Quem desenhou o logotipo deles foi ninguém mais que Salvador Dalí! Wow!

Um comentário:
Oie...pra vcs 2..rs
como estão as coisas por ai?
vcs tão recebendo meus emails?
bjossssss
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